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No tabuleiro há vinte e seis peças. Rei branco em g1, dama em d3, torres em d1 e e1, cavalo em f3, bispo em b3, peões em a2, b2, d4, f2, g2 e h2. Rei preto em g8, dama em d6, torres em a8 e f8, cavalo em f6, bispo em e7, peões em a7, b7, e6, f7, g7 e h7. As brancas jogam.
Repare no que falta antes de olhar para o que existe. As brancas não têm peão em c nem em e, e as pretas não têm peão em c nem em d. O peão branco de d4 é o único peão do centro, e as duas colunas vazias ao lado dele estão ocupadas pelas torres brancas em d1 e e1.
A casa e5 é o prêmio da posição. Ela é atacada pelo peão de d4 e nenhum peão preto consegue disputá-la, porque o peão de d que faria o serviço saiu do tabuleiro na abertura e o de f7 abriria a frente do próprio rei para tentar.
A jogada natural é 1.Ce5. O cavalo pula para a casa protegida, ataca de lá as casas d7, f7, g6 e c6, e sai do caminho da dama branca, que passa a enxergar a diagonal de b1 até h7 assim que o bispo de b3 muda de linha.
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Um cavalo instalado em e5 numa posição de peão isolado não pode ser expulso por peão nenhum, e é essa impossibilidade, não a força da peça, que sustenta o ataque das brancas.
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As pretas respondem 1...Cd5, o lance de bloqueio. O cavalo ocupa a casa à frente do peão isolado, corta o avanço de d4 para d5 e ainda ataca o bispo de b3 pela diagonal, o que obriga as brancas a gastarem um tempo com a peça.
A partir daí o plano branco é de ataque direto, com o bispo de dama saindo para g5 ou f4, a torre de e1 subindo para e3 e de lá para g3 ou h3, e a dama procurando a casa h7. Nenhuma dessas peças toma conta do peão isolado, e nenhuma precisa: enquanto as pretas defendem o próprio rei, ninguém sobra para atacar d4.
Vale montar as vinte e seis peças e jogar dez lances com cada lado. O peão de d4 nunca é capturado nessa fase da partida, e a impressão que fica é a de que ele é uma vantagem, não uma fraqueza.
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