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O método que resolve a parte mais difícil da tarefa é o caminho em W do cavalo, chamado assim porque as casas visitadas pela peça desenham a letra W sobre o tabuleiro. Ele serve para a transferência do rei adversário do canto errado até o canto certo, que é onde a maioria das partidas se perde.
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"Para melhorar o seu jogo, é preciso estudar os finais antes de qualquer outra coisa."
José Raúl Capablanca, Chess Fundamentals, 1921.
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Capablanca escreveu a frase pensando em finais de peões, e ela vale em dobro aqui, porque este é o único final elementar em que a vantagem material máxima pode ser desperdiçada por falta de procedimento. Não existe improviso que resolva a condução em menos de trinta lances. O caminho funciona por uma propriedade simples do cavalo. Com bispo claro e rei preto encurralado no canto escuro h8, o cavalo percorre a sequência de casas claras que acompanha a borda, e a cada salto ele nega ao rei adversário a casa escura seguinte enquanto o bispo cobre a diagonal. O rei solitário é obrigado a caminhar pela oitava fila rumo a a8, casa por casa, sem nenhum momento em que se liberte. O padrão se reconhece por três sinais na posição. 1. O rei do lado fraco está no canto da cor oposta à do bispo. Esse é o gatilho para acionar a condução antes de procurar mate imediato, e reconhecer o gatilho no primeiro lance economiza a metade da margem de tempo. 2. O bispo controla a diagonal longa que corre paralela à borda de fuga. Sem essa diagonal tomada, o rei adversário desce da oitava fila para o meio do tabuleiro e a tarefa recomeça do zero, agora com dez ou quinze lances a menos de folga. 3. O rei do lado forte caminha ao lado do rei adversário, a uma casa de distância na diagonal, e nunca à frente dele. Rei que se adianta permite a fuga pelas costas, e cada fuga custa os lances que faltarão no fim. Daniel Deletang, mestre argentino da década de 1920, descreveu o mesmo problema por outro desenho, com três triângulos encaixados que vão apertando o rei adversário até o canto útil. O procedimento dele chega ao mesmo lugar, com contagem parecida de lances, e muita gente acha o desenho dos triângulos mais fácil de guardar na memória que a letra do cavalo. Vale registrar o que ainda não se sabe sobre a frequência real desse final na prática de clube, porque não existe levantamento público com dono e metodologia que meça quantas partidas amadoras chegam a rei, bispo e cavalo contra rei. O que se mede com segurança é a duração: Ströhlein estabeleceu o teto de 33 lances em 1970. E se o seu próximo meio ponto perdido não vier de um lance ruim, mas da cor de uma casa que você não olhou?
Confira antes da sua próxima partida rápida, com o tabuleiro montado: qual dos dois cantos combina com a cor do bispo que você tem; quantas casas livres sobram para o rei adversário depois do lance que você pretende fazer; em que lance da contagem de cinquenta você está quando o último peão sai.
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