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A versão que aparece nas partidas de verdade quase nunca começa com o rei preto já em h7. Ele costuma estar em g8, atrás dos três peões do roque, e o caminho até o mate passa por um sacrifício de dama em h7 que arrasta o rei para a casa onde a rede espera por ele.
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"Ao ver um bom lance, procure um melhor."
Emanuel Lasker, Lasker's Manual of Chess, 1925.
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A frase de Lasker descreve a decisão exata desse momento. Com o cavalo em e7 e a coluna h disponível, o jogador tem sempre um lance razoável à mão, alguma pressão tranquila que mantém a vantagem. O lance melhor é entregar a dama numa casa defendida pelo rei, o que só faz sentido para quem já enxergou as cinco casas fechadas duas jogadas antes. A sequência típica ocupa três lances. A dama branca captura em h7 e dá xeque. O rei preto captura de volta, porque nenhuma outra resposta existe. A torre branca desce pela coluna h e entrega o mate, com o cavalo de e7 cobrindo as saídas laterais e o peão de g7 tapando a casa que restava. O padrão se reconhece por três sinais na posição, todos visíveis sem calcular variante nenhuma. 1. Existe um cavalo branco que alcança e7 num lance, de preferência com xeque ou com captura, para não dar tempo de defesa. Cavalo que precisa de dois lances para chegar lá quase sempre chega tarde. 2. A coluna h está livre ou fica livre depois da captura em h7, e uma torre branca alcança essa coluna imediatamente. Torre trancada atrás de peças próprias é o defeito mais comum das posições que parecem ter o padrão e não têm. 3. Os peões pretos de f7, g7 e h7 continuam na fileira de origem, com o rei atrás deles. Estrutura de roque mexida, com peão em g6 ou em h6, muda o cálculo inteiro e costuma pedir outro tipo de ataque. A mesma ideia de tapar casas de fuga com um cavalo aparece em outros desenhos clássicos com endereços diferentes. No mate de Boden, dois bispos cruzam as diagonais contra o rei que fugiu para o flanco da dama. No mate árabe, cavalo e torre trabalham juntos contra o rei no canto. A família é a mesma e a divisão de tarefas se repete: uma peça dá o xeque, a outra apaga as saídas. Fica registrado o que ninguém mediu: não existe levantamento público, com instituição e método declarados, que diga em quantas partidas amadoras esse padrão aparece por mês. O que se pode afirmar com fonte é a origem do nome, o livro de Wilhelm Heinse de 1803, e a geometria, que se confere no tabuleiro em trinta segundos. E se o próximo xeque que você der com a torre salvar o rei adversário justamente por chegar um lance cedo demais?
Confira antes do seu próximo sacrifício na coluna h, com o tabuleiro montado: se o cavalo já está em e7 cobrindo g8 e g6; se o peão preto de g7 está sem nenhum lance legal; se a sua torre chega à coluna h no lance seguinte ao sacrifício.
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