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A posição de hoje sai da Abertura Italiana depois de 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bc4 Bc5 4.c3 Cf6 5.d3 d6 6.O-O O-O, com as brancas para jogar. Estão no tabuleiro as 32 peças do começo da partida, nenhuma trocada. Faça o teste de Adriaan de Groot em você. Olhe o diagrama por cinco segundos, cubra a tela e tente dizer onde está cada peça. Quem tenta peça por peça trava perto da décima. São 32 itens, e a memória de curto prazo segura poucos de uma vez. O psicólogo americano George Miller, num artigo de 1956 da Psychological Review, pôs esse limite em torno de sete itens. O TABULEIRO EM BLOCOS O jogador experiente não guarda 32 itens. Ele guarda blocos, e cada bloco é uma figura que já viu centenas de vezes. O primeiro bloco é o roque branco: rei em g1, torre em f1 e peões em f2, g2 e h2. Cinco peças, uma lembrança. O segundo é o roque preto, a mesma figura espelhada em g8, f8, f7, g7 e h7. O terceiro é o centro fechado: peões em e4 e e5, apoiados por d3 e d6. O quarto é o peão de c3, o detalhe da Italiana que prepara um avanço d4 no futuro. O quinto e o sexto são os pares de peças menores: bispos em c4 e c5, um mirando o outro; cavalos em f3 e f6, cada um protegendo o seu roque. Os três últimos são os cantos que ainda não se mexeram. Na ala da dama branca, torre em a1, cavalo em b1, bispo em c1, dama em d1 e peões em a2 e b2. Na preta, torre em a8, bispo em c8, dama em d8 e peões em a7, b7 e c7, mais o cavalo que já saiu para c6. |
Quem joga não lembra peças, lembra figuras que já conhece, e cada figura carrega várias peças de uma vez.
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O LANCE DO DIA O lance natural das brancas aqui é 7.Te1. A torre sai de f1 e vai para e1, atrás do peão de e4, a casa onde ela apoia o centro e prepara o avanço d4. Para o mestre, o lance também se guarda como bloco. A torre em e1 com o peão em e4 forma uma figura conhecida da Italiana, e a posição inteira continua cabendo em nove lembranças em vez de 32.
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